Famílias do incêndio no Paiçandu ainda aguardam ajuda do governo

                                                                                                                                                                  

Já se passaram seis meses da tragédia que aconteceu no Largo do Paiçandu, centro de São Paulo, no feriado de 1º de maio. Depois de um curto-circuito, o edifício Wilton Paes de Almeida, que estava ocupado por cerca de 150 pessoas, começou a pegar fogo, se tornando um incêndio de grande proporção. Na madrugado do dia do trabalhador, o prédio desabou, vitimando 9 pessoas que não conseguiram sair do edifício a tempo. Os ocupantes, sem terem para onde ir, ficaram por um bom tempo acampadas no Largo do Paiçandu, por barracas disponibilizadas pela prefeitura. O governo do estado, juntamente com a prefeitura, fizeram uma grande ação de cadastramento dos habitantes do prédio na lista do Minha Casa, Minha Vida, além de disponibilizar um auxílio-moradia de R$ 400 reais.
A demora de amparo das autoridades para com as famílias acabou fazendo com que elas começassem a evadir do local procurando outras ocupações ou até mesmo prédios vazios abandonados para serem ocupados. Um dos exemplos de grupos que deixaram o centro da cidade de São Paulo para buscar outras ocupações, foram os de algumas famílias que  se juntaram à uma ocupação feita em um imóvel na Vila Ema, zona leste da capital, onde já somam 140 famílias.
Em São Paulo há cerca de 51 propriedades ocupadas em que a Defesa Civil busca fazer vistorias para que casos como o do edifício Wilton Paes de Almeida não se repita. A maior parte desses imóveis ocupados são propriedades particulares que aguardam a liberação na justiça de reintegração de posse. As propriedades públicas, que estão em torno de 16 propriedades, estão destinadas para construção de moradia popular.
Na capital paulista mais de 3 mil famílias aguardam realizar o sonho de ter uma moradia própria, e 291 famílias estão cadastradas recebendo o auxílio-moradia, que com o valor de R$ 400 reais, continuam não tendo condições de sair de ocupações, ou de até mesmo saírem das ruas.

Dados da notícia: Estado de São Paulo e portal G1.

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