Nesta semana o Google perdeu mais um diretor por denúncias de assédio, sendo o terceiro funcionário de alto cargo na empresa. O diretor do Google X, Richard DeVaul, pediu demissão após ser acusado de assédio durante um processo seletivo. A acusação foi feita pela Star Simpson, engenheira, que tentava uma vaga em uma das maiores empresas do mundo.
A denúncia veio a tona através de uma matéria publicada pelo jornal The New York Times, que entrevistou a engenheira. Na entrevista para o jornal, Star disse que o assédio aconteceu em uma viagem após a entrevista para vaga de emprego, onde DeVaul à convidou para ir ao festival Burning Mann, e que ela aceitou para ver se ele deixaria escapar algo sobre o resultado da entrevista. A candidata à vaga preferiu levar a mãe para acompanha-la, tentando evitar atrevimentos do diretor. Porém, no decorrer do evento, Star recebeu o pedido de DeVaul para que ela tirasse a blusa para que ele pudesse à massagear. Mesmo negando o pedido, o então diretor fez a massagem , conforme contou Star Simpson ao jornal nova-iorquino.
Após essa nova denúncia, os funcionários do Google em todo o mundo fizeram um protesto, que foi nomeado de Google Walkout. Mais de mil funcionários aderiram o protesto, segundo conta os organizadores. A manifestação é motivada por todos os atos denunciados em ter acontecido dentro da empresa, que tem seu caso mais famoso em 2014, quando Andy Rubin, criador do Android, também deixou o Google após uma denúncia de mesmo seguimento.
Richard DeVaul pediu desculpas e afirmou que já tinha tomado a decisão de não contratar Star antes de irem para a viagem, e que não tinha conhecimento de que a candidata não havia sido informada.


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