Na última semana tivemos novos capítulos da crise do governo atual, que parece sem fim. Depois de atacar duramente Gustavo Bebianno, apoiando seu filho Carlos Bolsonaro, o presidente Jair Bolsonaro confirmou na segunda-feira (18/02) a exoneração do ministro da pasta da Secretaria Geral da Presidência. O anúncio veio já no final da tarde através do Porta Voz da Presidência, Otávio Rego Barros. Na entrevista coletiva também foi anunciado o substituto para o ministério, o General Floriano Peixoto, oitavo militar a assumir uma pasta. Apesar da demora, o ex ministro e o presidente não conseguiram, juntamente com outros ministros, achar uma saída para Bebianno sem desgastar muito a imagem do governo, pois seu desligamento do Planalto foi total e sem qualquer justificativa em público.
A revista Veja publicou em seu site, no dia seguinte da exoneração, áudios que confirmam a versão dada por Gustavo Bebianno de que falou sim com o presidente. Nesses áudios, Bolsonaro retrata o jornal O Globo como seu inimigo, veta viagem do ministro para o nordeste do país e diz que nunca teria cogitado a saída do Secretário, sendo "invenção da mídia". Na quarta-feira (20/02), mesmo dia em que o chefe de Estado levou pessoalmente o texto da reforma em mão ao Congresso Nacional, foi a vez do jornal O Globo divulgar um áudio de uma conversa do presidente com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, em que se era levantado uma preocupação com ações que poderiam/podem vir contra o governo.
A crise foi abafada depois da entrega do texto da reforma da previdência na Câmara dos Deputados, que se tornou o principal assunto do país. Para tentar construir uma base forte de aliados trazendo os partidos do centro e tentar convencer a oposição a apoiar, toda equipe presidencial cuida para que uma nova bombar não venha ser lançada e espantar o que se foi construído até agora.
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