A crise humanitária tem se agravado a cada dia com novas medidas tomadas pelo presidente venezuelano Nicolás Maduro. Durante a semana, Maduro vem isolando o país através do fechamento das fronteiras com o Brasil e com a Colômbia. O clima nas fronteiras segue de tensão pelo lado venezuelano e de solidariedade nos lados brasileiros e colombianos, onde os militares proíbem as pessoas de atravessarem as fronteiras e nos lados estrangeiros há ajuda dos governos. Na semana chegou na Colômbia um avião com mantimentos enviado pelos Estados Unidos, que começa a dar uma atenção maior para a situação.
No sábado (24/02) houve conflito entre os venezuelanos que queriam cruzar as fronteiras com os militares que tentavam impedir o feito. Os soldados agiram com uso de força, deixando várias pessoas feridas e causando seis mortes em Santa Elena, a 15 km do Brasil. Alguns militares venezuelanos começam a desertar sua pátria e procuram abrigo na Colômbia. Por causa disso, Maduro cortou relações com Bogotá, pedindo a retirada de cônsul e diplomatas colombianos.
A crítica para o Brasil veio através de uma fala, onde Nicolás Maduro disse que não é mendigo e que pode comprar toda comida enviada pelo governo brasileiro.
Na próxima segunda-feira (25/02) acontecerá a reunião de Lima, no Peru, onde autoridades de todos os países da América do Sul (exceto Uruguai) somado com Guatemala, Panamá, Honduras e Costa Rica, da América Central, e também com líderes de México e Canadá, da América do Norte, discutem a situação na Venezuela. O presidente interino da Venezuela, considerado por diversos países, Juan Guaidó, que está na Colômbia, disse que irá participar da reunião. Outro importante representante que pode aparecer no Peru é o vice-presidente estadunidense Mike Pence. O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, estará na reunião junto com o ministro das Relações Exteriores, e irá pedir uma maior pressão contra Maduro, para que o leve a deixar o cargo.
A tensão, que já é grande, pode se tornar ainda maior com o resultado pós reunião, pois a tendência é que essas nações comecem a apertar ainda mais as duras medidas contra o governo venezuelano. O mundo segue acompanhando toda essa história torcendo para que aconteça o melhor para cada venezuelano.
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