O inicio da semana estava sendo promissor para o Ibovespa. Após algumas oscilações para cima, as altas frequentes levaram as expectativas para a quebra do record de 100 mil pontos acontecendo no decorrer da semana. Porém, uma série de acontecimentos levaram a situação para um caminho totalmente oposto.
Já próximo ao final de expediente na bolsa de valores na última segunda-feira (18), o Brasil comemorava a chegada na terceira casa do milhar ao atingir os 100 mil pontos. O record levou o dólar fechar numa queda enorme, ficando abaixo dos R$ 3,50. Especialistas justificaram a marca pelo fato da moeda americana estar em grande oscilação, assim como os commodities no cenário internacional. As explicações eram acompanhadas com uma grande expectativa de que o aumento continuasse, levando em consideração o trâmite do texto da Reforma da Previdência e o ambiente levemente positivo para os países emergentes.
Toda situação favorável começou a mudar já no dia seguinte quando, depois da reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente Jair Bolsonaro anunciou algumas medidas em que foram trocadas certezas por promessas, incluindo até a retirada do país do status de emergente.
O cenário foi piorando cada vez mais. Logo após o retorno do presidente ao Brasil, a apresentação do texto da Reforma da Previdência dos militares acabou sendo outra decepção. Com um forte discurso de que todos deveriam ceder bastante no que se referia às reformas da previdência, o texto apresentado para os militares mostrou um favorecimento para os profissionais de farda, deixando num contexto geral, uma injustiça para reforma da previdência geral.
Outro ponto que ajudou a sequência de quedas do Ibovespa após o record, foi a prisão do ex presidente Michel Temer, que causa um impacto muito grande na imagem do Brasil no cenário econômico internacional. Um agravante maior é o fato de Temer ser o segundo ex presidente brasileiro preso em menos de um ano.
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| Encontro de alguns presidentes de países da América do Sul no Chile. |
Para as próximas datas fica uma esperança de que a queda venha ser interrompida e que o crescimento volte acontecer, já que um novo leilão do governo federal, leilão de dois portos brasileiros, pode reacender a economia, visto a grande positividade vinda do leilão dos 12 aeroportos feito na semana retrasada. A reunião de alguns líderes sul-americanos no Chile também pode melhorar a imagem do país, dependendo dos possíveis acordos que podem ser fechados.
O Ibovespa fechou a semana em queda, ficando pouco abaixo dos 95 mil pontos.



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