O ex presidente Michel Temer foi preso nesta semana, na última quinta-feira (21), numa Força-Tarefa da operação Lava Jato do Rio de Janeiro. Temer, junto de mais nove pessoas, estão sendo investigados pelo recebimento de R$ 1 milhão de reais em propina nas obras da usina de Angra 3. Entre nomes conhecidos, foram presos também o ex ministro de Minas e Energia, Moreira franco, o Coronel Lima e sua esposa.

Coronel Lima, amigo de Temer, à esquerda;
ex ministro Moreira Franco, à direita.
O mandado de prisão foi expedido na terça-feira (19) pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, pelas mãos do juiz Marcelo Bretas. Na ordem, o juiz diz que Michel Temer é "líder de uma organização criminosa atuante a mais de 40 anos" e que juntos receberam mais de R$ 1 bilhão de reais. A justificativa de Marcelo Bretas também consta que todos poderiam, com uma simples ligação ou com uma simples mensagem de celular, ocultar algumas provas. Já o Ministério Público Federal explica o motivo da prisão preventiva como um "bloqueio da organização criminosa que ainda estava em plena atuação". Toda ação foi desenrolada através da Delação Premiada do ex engenheiro da Engevix, José Antunes Sobrinho.

As prisões só foram feitas dois dias após o decreto pelo fato de haver uma dificuldade de localizar Michel Temer. O ex presidente foi abordado pelos policiais federais quando saía de sua casa em São Paulo. Logo após, foi levado para uma sala da Policia Federal no aeroporto internacional de Guarulhos, onde permaneceu a tarde inteira da quinta-feira. No inicio da noite o emedebista foi levado ao Rio de Janeiro, onde está preso até o momento. Os advogados já entraram com pedido de habeas corpus, que deve ser analisado somente na próxima segunda-feira (25).

A prisão do segundo ex presidente do país foi destaque nos principais jornais internacionais. Houve, claro, uma má repercussão na bolsa de valores, ajudando ainda mais a queda de pouco mais de 5% do Ibovespa que abriu a semana com o record de 100 mil pontos.